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Agência rebaixa nota do BRB pela segunda vez em três meses; banco busca empréstimo bilionário para se recuperar

A S&P Global rebaixou novamente a classificação de crédito do Banco de Brasília (BRB), citando "crescente incerteza" e riscos ligados ao plano de capitalização da instituição. É o segundo rebaixamento em menos de 90 dias. O banco, que ainda não divulgou seus balanços, negocia um empréstimo de R$ 6,5 bilhões com o governo do Distrito Federal e outras instituições para restabelecer sua saúde financeira.

Agência rebaixa nota de crédito do BRB pela 2ª vez em três meses e cita 'crescente incerteza' no banco

A situação do BRB continuou a piorar essa semana quando a S&P Global, uma das principais agências de análise de risco financeiro do mundo, rebaixou mais uma vez o rating (classificação de crédito) do banco. A instituição caiu do nível brB- para brCCC+/brC, o que significa que o banco está cada vez mais vulnerável e depende de condições econômicas favoráveis para honrar seus compromissos. Segundo o próprio manual da S&P, em caso de cenários econômicos adversos, o BRB teria dificuldade para cumprir com suas obrigações financeiras.

A crise do BRB tem origem em transações malfeitas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que foram investigadas pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, iniciada em novembro passado. Dirigentes de ambas as instituições foram presos, e enquanto o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central, o BRB – controlado pelo governo do Distrito Federal – segue enfrentando os efeitos financeiros daquele envolvimento problemático. Há quase um ano o banco adia a divulgação de seus balanços trimestrais e semestrais, o que aumenta a preocupação dos reguladores e do mercado.

Para sair dessa encrenca, o Distrito Federal está negociando um empréstimo massivo de R$ 6,5 bilhões junto à União, ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a bancos privados. O objetivo é reforçar o patrimônio do BRB e fazer com que ele volte a cumprir as regras de segurança do sistema bancário brasileiro. Se as negociações avançarem, a expectativa é divulgar os balanços atrasados e o plano de recuperação até o final de junho. A nota da Moody's em abril já havia feito soar o alarme, citando risco de default – ou seja, de calote do banco.

Fonte: G1 Economia

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