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Azul anuncia novos cortes de voos com alta do combustível de aviação
A companhia aérea Azul vai intensificar a redução de frequências e rotas para proteger o caixa diante da escalada nos preços do querosene de aviação, ligada ao conflito no Irã. O CEO John Rodgerson afirma que a empresa seguirá a tendência do mercado, focando em otimizar operações sem abandonar cidades, pelo menos por enquanto.

Nos próximos meses, você que viaja entre cidades brasileiras pode encontrar menos opções de voos pela Azul. A companhia está cortando frequências nas rotas domésticas e internacionais para lidar com os custos crescentes do combustível de aviação. O presidente-executivo John Rodgerson explicou que quando os preços do querosene explodem, faz mais sentido reduzir o número de voos para os mesmos destinos do que retirar cidades inteiras da rede. "Se a gente voava para Curitiba seis vezes por dia, talvez agora sejam quatro", exemplificou.
O executivo deixou claro que a Azul está mais bem preparada para navegar essa crise do que alguns concorrentes. A empresa saiu do processo do Capítulo 11 em fevereiro com apoio da United e American Airlines, o que fortaleceu sua estrutura financeira. Mesmo assim, o conflito no Irã continua pressionando os preços — quando a Azul fez seus cortes iniciais, esperava que a guerra já tivesse terminado.
A empresa está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, reduzindo a utilização das aeronaves. "Não queremos usar um avião 13, 14 horas por dia quando os custos de combustível disparam", disse Rodgerson. Boa notícia: em junho, a Petrobras reduziu em 14,2% o preço do querosene de aviação, e o governo renovou os subsídios. A Azul espera que isso traga algum alívio, principalmente nos trimestres mais fortes do ano, quando a demanda por voos deve crescer.
Fonte: G1 Economia
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