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Brasil ativa plano emergencial para controlar excesso de energia na rede elétrica
Pela primeira vez, o Operador Nacional do Sistema (ONS) acionou um plano de contingência para reduzir a geração de energia no Brasil. A medida foi necessária porque a abundância de energia solar e eólica, combinada com o baixo consumo previsto para o domingo, poderia desestabilizar a rede elétrica e causar apagões em cascata.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisou acionar pela primeira vez neste domingo o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia para manter o equilíbrio da rede. A situação é inusitada: em vez de faltar energia, como acontecia frequentemente no Brasil, o sistema enfrenta um problema oposto — há energia demais sendo gerada simultaneamente, e o consumo não acompanha essa produção.
As usinas solares e eólicas funcionam em plena capacidade graças às condições climáticas favoráveis neste período, enquanto o consumo permanece baixo. Para evitar desligamentos em cascata e instabilidade no fornecimento, o ONS solicitou às distribuidoras que reduzissem a geração de energia sob seu controle. A medida também afeta mini e microgeradores — aqueles consumidores que instalam painéis solares em casa e recebem desconto na conta ao injetar o excedente de volta na rede.
O plano de controle foi estabelecido há poucos meses, depois que o ONS identificou, em dois momentos específicos em 2025, que a quantidade massiva de micro e minigeração distribuída no Sistema Interligado Nacional (SIN) poderia comprometer a frequência e tensão da rede. "Esgotadas as providências convencionais, foi necessário ativar o plano aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica", explicou o ONS em comunicado oficial.
Para os brasileiros que vivem nos Estados Unidos e acompanham notícias de casa, essa ativação mostra como o Brasil está se transformando energeticamente. A expansão de fontes renováveis é positiva para o clima e a economia, mas também expõe os desafios em modernizar uma infraestrutura elétrica que foi dimensionada para outro contexto. É mais um capítulo da história complexa entre oferta e demanda de energia no país.
Fonte: G1 Economia
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