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Brasil tenta negociar tarifa de 25% com EUA enquanto facções são classificadas como terroristas
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com representante do escritório de comércio americano em Paris para discutir tanto a polêmica classificação de grupos criminosos brasileiros como terroristas quanto a ameaça de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro está em modo emergencial, buscando reverter a medida protecionista que afetaria severamente setores como máquinas, equipamentos e plásticos.

A diplomacia brasileira entrou em ritmo acelerado para enfrentar dois fronts críticos com os Estados Unidos. O anúncio da administração Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, combinado com a recomendação de tarifas gerais de 25% sobre produtos brasileiros, criou uma crise simultânea que exigiu mobilização imediata do governo.
Na terça-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin convocou reunião de emergência com seus ministros para traçar estratégia de contenção de danos. O Ministério do Desenvolvimento alertou que setores estratégicos — máquinas, equipamentos e plásticos — sofreriam impacto devastador com a sobretaxa. Apesar da gravidade, integrantes do governo avaliam que ainda há margem para negociação através dos canais diplomáticos técnicos.
A reunião de Mauro Vieira com Jamieson Greer, representante do Escritório de Comércio dos EUA (USTR), ocorreu à margem das reuniões ministeriais da OCDE em Paris. O encontro focou em reverter tanto as tarifas quanto a decisão sobre as facções, sinalizando que Brasília não separará os temas na negociação.
Nos bastidores, há aposta também em um possível novo diálogo direto entre Lula e Trump. Diplomatas brasileiros reconhecem que decisões estratégicas do Departamento de Estado passam por grupo com forte base ideológica republicana — os mesmos interlocutores que receberam o senador Flávio Bolsonaro em Washington na semana anterior.
Fonte: G1 Política
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