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Davi Alcolumbre recusa abrir CPI do Banco Master e critica parlamentares por "fazer campanha"
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, negou novamente a leitura do requerimento para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigaria o Banco Master, acusando parlamentares de cobrarem a comissão apenas para fazer campanha eleitoral. Apesar de haver cinco requerimentos protocolados e pressão de deputados e senadores de diferentes bancadas, Alcolumbre mantém o veto usando sua prerrogativa como presidente da mesa do Congresso.

Na última sessão do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre enfrentou cobranças de parlamentares tanto da base governista quanto da oposição para proceder com a leitura do requerimento da CPI do Master. Porém, o presidente do Senado recusou categoricamente, argumentando que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça brasileira já estão investigando os casos de fraude financeira envolvendo o banco. "Eles querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral", afirmou Alcolumbre em tom direto.
O presidente explicou que priorizou a sessão para derrotar o veto do presidente Lula sobre a doação de bens e benefícios a estados e municípios, decisão que beneficiaria aproximadamente 5 mil prefeitos. Segundo Alcolumbre, ele foi "ofendido" pelos congressistas durante a sessão, mas mantém a decisão sobre a CPI como prerrogativa exclusiva da presidência da mesa. "Requerimentos de leitura são um ato discricionário", declarou.
O banco Master é investigado pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal desde a prisão de Daniel Vorcaro, seu proprietário, em março. Atualmente, existem cinco requerimentos de CPI protocolados — um exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido misto que reuniria deputados e senadores. Além disso, há pedidos tramitando no Supremo Tribunal Federal que poderiam obrigar o parlamento a criar a comissão, como ocorreu com a CPI da Covid.
Nos bastidores, porém, o cenário é diferente. Parlamentares de todos os espectros políticos reconhecem que uma comissão não interessa à cúpula do Congresso nem a nenhum segmento político significativo. O calendário apertado do ano eleitoral também funciona como obstáculo para o avanço de qualquer criação de comissões. Enquanto isso, os requerimentos seguem parados e sem perspectiva de votação.
Fonte: G1 Política
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