Fica Ligado
Do hobby ao negócio: mulheres transformam criação de abelhas em empresa lucrativa
No Espírito Santo, mulheres de diferentes profissões — desde programadoras até advogadas — descobriram na apicultura e meliponicultura uma oportunidade de empreendedorismo. Com investimento em capacitação e conhecimento técnico, elas transformam produtos das colmeias (mel, própolis, cosméticos) em fonte de renda e independência financeira, inspirando outras a seguir o mesmo caminho.

Histórias como a de Kátia dos Santos mostram como a determinação e o conhecimento podem mudar trajetórias profissionais. Técnica de enfermagem que sofreu choque anafilático causado por picada de abelha, ela não desistiu da atividade — fez tratamento com veneno de abelha durante dois anos para continuar criando seus insetos. Cinco anos depois de deixar a saúde, Kátia virou referência regional, produzindo cosméticos com mel e própolis, e capacitando produtores em vários estados, conhecida localmente como "Kátia Abelha".
Mas a história dela é só o começo. A analista de sistemas Luana Pimentel, que descobriu as abelhas há mais de dez anos, saiu da programação para se apaixonar pela meliponicultura. Hoje ela cursa pós-graduação em Gestão do Agronegócio, produz sabonetes, velas e bebidas artesanais, e trabalha como educadora ambiental. A advogada Eva Pires Dutra começou a criar abelhas sem ferrão há um ano e meio e já planeja comercializar mel e própolis. E a fisioterapeuta Giovana Branco, que enfrentou esgotamento profissional, encontrou nas abelhas uma saída — seu mel conquistou terceiro lugar em concurso nacional.
O denominador comum entre essas mulheres? Nenhuma começou do zero. Todas buscaram cursos, mentorias, associações de produtores e programas de capacitação antes de estruturar seus negócios. Segundo o Sebrae, essa preparação é essencial para transformar um hobby em atividade economicamente viável. O impacto vai além dos produtos: as abelhas também aumentam a produtividade agrícola — especialmente em plantações de café conilon — e geram renda extra para pequenos agricultores que instalam apiários em suas propriedades.
Hoje, o casal Kátia e Juliano (que também deixou o serviço público) formou um negócio familiar que virou referência. Junto com o Sebrae, eles capacitam produtores, cooperativas e associações em todo o Brasil, mostrando que empreender exige preparo, mas também que insetos pequenos podem mover uma cadeia produtiva capaz de transformar vidas. Mel, própolis, pólen, cera, geleia real, cosméticos — cada um desses produtos representa uma oportunidade diferente de gerar renda e independência financeira.
Fonte: G1 Economia
Seja o primeiro a comentar.
Entre com seu e-mail para comentar




Comentários