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Dólar sobe a R$ 5,18 com tensões no Oriente Médio; Ibovespa recua

O dólar encerrou a segunda-feira em alta de 0,45%, fechando a R$ 5,18, enquanto o Ibovespa caiu 0,32%. Os mercados reagiram à troca de ataques entre Israel e Irã no fim de semana, com preços do petróleo subindo no mercado internacional. O Boletim Focus do Banco Central registrou novas altas nas projeções de inflação para 2026, já a 13ª semana consecutiva de aumento.

Dólar fecha em alta a R$ 5,17 após trégua entre Israel e Irã; Ibovespa cai

A moeda americana voltou a ganhar força na segunda-feira, influenciada pela escalada de tensões no Oriente Médio. Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril, com a situação começando após um bombardeio israelense em Beirute no fim de semana. O Irã respondeu com mísseis, provocando novas retaliações de Israel. Apenas o apelo do presidente americano Donald Trump conseguiu interromper o ciclo de violência, mas os investidores globais seguem atentos aos desdobramentos.

No cenário econômico interno, o Boletim Focus do Banco Central trouxe notícias preocupantes. Os analistas do mercado financeiro aumentaram pela 13ª semana consecutiva suas projeções de inflação para 2026 e agora esperam um corte menor nos juros durante este ano. Essas mudanças nas expectativas refletem a incerteza econômica enfrentada pelo país e influenciam as decisões dos investidores estrangeiros sobre o Brasil.

Os preços do petróleo no mercado internacional subiram com as tensões geopolíticas. O barril do Brent, referência mundial, subiu 1,36% e foi cotado a US$ 94,36, enquanto o WTI americano ganhou 0,92%, chegando a US$ 91,37. Essa alta nos combustíveis impacta diretamente os custos das empresas brasileiras e afeta a inflação importada que chega aos consumidores.

Globalmente, os mercados tiveram movimentação mista. Em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq avançaram, mas o Dow Jones recuou. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda, enquanto na Ásia a situação foi mais crítica, com mercados chineses e japoneses registrando perdas significativas. Para a semana que vem, os investidores estarão de olho nos novos dados de inflação do Brasil e dos EUA, além da decisão de juros do Banco Central Europeu.

Fonte: G1 Economia

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