Fica Ligado

Fim da escala 6x1 avança no Senado, mas Alcolumbre freia aprovação antes das eleições

A Câmara dos Deputados aprovou com larga maioria o fim da escala 6x1, mas o caminho no Senado está incerto. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, sinaliza que não tem pressa e quer debates profundos, enquanto empresas pressionam contra e movimentos sindicais mobilizam atos para forçar a aprovação antes das eleições de outubro.

Fim da escala 6x1 sai antes da eleição? As pressões a favor e contra na reta final no Congresso

Depois que a Câmara aprovou em maio a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, tudo depende do Senado — e lá as coisas estão se movendo mais devagar. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, deixou claro que não quer pressa: "Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto dessa importância, se os senadores pudessem debater com calma, sem açodamento". Enquanto isso, senadores ainda nem marcaram com certeza quando vão discutir a matéria na plenária. Paulo Paim (PT-RS), um dos primeiros a defender a mudança, mencionou que o encontro de líderes provavelmente acontecerá em 9 ou 10 de junho, mas nem isso está confirmado.\n\nO contraste é claro com a Câmara, onde o presidente Hugo Motta abraçou rapidamente a pauta com o governo Lula. Enquanto isso, o setor empresarial está mobilizado contra. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiesp e a CNC apoiam uma PEC alternativa da oposição que tornaria a redução de jornada opcional — e não obrigatória. Flávio Bolsonaro (Pré-candidato pela oposição) e mais 40 senadores assinaram essa PEC alternativa, que permite que trabalhadores escolham entre o regime tradicional ou um sistema flexível por horas, sem garantia de duas folgas semanais nem manutenção de salário.\n\nDo outro lado, movimentos sindicais e entidades de trabalhadores estão se organizando. Rick Azevedo (PSOL-RJ), ex-balconista e fundador do movimento Vida Além do Trabalho, está articulando atos e até paralisações para pressionar senadores. "A gente vai pra cima do Senado com tudo", afirmou em vídeo em redes sociais. Analistas políticos se dividem: alguns apostam que a aprovação vai acontecer rápido por causa do apelo eleitoral, enquanto outros acreditam que Alcolumbre pode segurar a PEC em outras comissões, adiando a votação para depois das eleições de outubro.\n\nO texto aprovado na Câmara prevê que as duas folgas semanais entrem em vigor 60 dias após a promulgação. A redução de 44 para 40 horas semanais aconteceria em duas etapas: primeiro para 42 horas (nos mesmos 60 dias), depois para 40 horas um ano depois — tudo sem redução de salário. Mas calma aí: para virar lei, a PEC precisa ser aprovada com o mesmo texto nos dois lugares. Se o Senado mudar qualquer coisa, volta para a Câmara, atrasando tudo. E tem mais: junho tem Copa do Mundo e festas de São João, julho tem recesso parlamentar. O calendário está apertado.

Fonte: G1 Política

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Entre com seu e-mail para comentar

Supremo Tribunal Militar ilumina prédio em homenagem ao Mês do Orgulho LGBT pela primeira vez em sua história