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Flávio Bolsonaro faz campanha na Bahia e critica política de Lula para o agronegócio
O senador Flávio Bolsonaro visitou Luís Eduardo Magalhães, reduto bolsonarista na Bahia, onde participou do Bahia Farm Show e criticou duramente o governo Lula por sua abordagem ao agronegócio e pela falta de ação contra facções criminosas. Durante o evento, Flávio se posicionou como pré-candidato à Presidência e fez referências à classificação americana das organizações criminosas brasileiras como terroristas.

Flávio Bolsonaro aproveitou sua presença no Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, para fortalecer sua campanha em um dos principais redutos bolsonaristas do estado. A cidade é conhecida como polo do agronegócio na Bahia e foi um dos poucos municípios onde o ex-presidente Jair Bolsonaro conseguiu vencer nas eleições de 2018 e 2022 — um contraste marcante em um estado que Bolsonaro perdeu amplamente.
Durante o evento, o senador criticou o tratamento que o governo federal dá ao setor agrícola. "Vocês carregam esse Brasil nas costas e não merecem que um presidente trate o agro como se fosse fascista, como se fosse bandido", disse Flávio, que esteve acompanhado pelo prefeito Júnior Marabá e pelo presidente estadual do PL, João Roma. O discurso busca reforçar os laços entre a família Bolsonaro e os produtores rurais — um eleitorado estratégico para 2026.
Além disso, Flávio atacou a gestão Lula no combate ao crime organizado, prometendo "libertar cada baiano" das áreas dominadas por traficantes. Ele também comentou sobre a recente designação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos, afirmando ter solicitado a medida ao presidente Donald Trump. A iniciativa gera preocupação no Palácio do Planalto, que teme consequências diplomáticas e possíveis intervenções americanas no Brasil.
O posicionamento de Flávio reforça a estratégia bolsonarista de atacar o governo Lula em temas sensíveis para a base rural, enquanto se consolida como principal candidato de oposição para 2026. A visita à Bahia é parte de um esforço maior de reconstrução da influência bolsonarista fora de seus tradicionais redutos.
Fonte: G1 Política
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