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GAC Aion UT aposta em potência e espaço em vez de conforto e acabamento
O novo elétrico chinês GAC Aion UT chega ao Brasil em 2026 com uma estratégia diferente dos concorrentes: abre mão de equipamentos luxuosos e acabamento sofisticado para oferecer mais potência (204 cv) e espaço interno a um preço competitivo. Partindo de R$ 139.990, o modelo enfrenta rivais como BYD Dolphin e Geely EX2 em um mercado que se acostumou com mais conforto.

A GAC traz o Aion UT em um momento em que o mercado brasileiro de carros elétricos está aquecido. Com 4,27 metros de comprimento e uma entre-eixos maior que a do Toyota Corolla, o hatch oferece bastante espaço para as pernas dos passageiros — um diferencial em seu segmento. O porta-malas, porém, decepciona com apenas 340 litros, o que enfraquece um pouco a proposta de versatilidade.
Internamente, a aposta da GAC é na simplicidade: plástico rígido domina o painel de bordo, com texturas e tons diferentes para quebrar a monotonia. A tela multimídia de 14,6 polegadas concentra funções, mas itens básicos como piloto automático, carregador sem fio e freio de emergência automático ficam restritos à versão topo de linha. Até o teto solar não abre — funciona apenas como entrada de luz.
O que chama atenção de verdade é o desempenho. Com 204 cv e 21,5 kgfm de torque, o Aion UT se mostrou mais ágil que concorrentes com potência semelhante, incluindo o BYD Dolphin Plus. Acelerar, ultrapassar em subidas e sair nos semáforos foram ações sem dificuldade, mesmo com ar-condicionado ligado. A resposta do acelerador é sensível nos modos normal e esportivo, e a suspensão absorveu bem as irregularidades do asfalto.
A pergunta que fica é: vale a pena abrir mão de conforto e equipamentos por mais desempenho? Para quem busca um elétrico com bom espaço interno e resposta de motor mais esperta, o Aion UT oferece uma alternativa interessante. Mas concorrentes como o Chevrolet Spark EUV (a partir de R$ 144.990) e o BYD Dolphin GS (R$ 149.990) entregam mais itens de série praticamente pelo mesmo preço — a escolha depende do que você prioriza na hora da compra.
Fonte: G1 Economia
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