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Governo brasileiro promete proteger PIX e não negocia soberania financeira frente a pressões americanas

O ministro da Fazenda reafirmou que o PIX não está em discussão nas negociações com os EUA e que o governo protegerá a ferramenta de pagamentos instantâneos, que movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025. A defesa vem em resposta a críticas americanas que citam o sistema como parte de uma investigação comercial que pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Ministro da Fazenda diz que família Bolsonaro fez 'movimento' contra o PIX e que governo vai proteger ferramenta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, deixou claro nesta terça-feira que o PIX é inegociável e será protegido pelo governo brasileiro. Segundo ele, a ferramenta de transferências instantâneas não está em debate nas tratativas com os Estados Unidos e representa um símbolo de soberania financeira nacional. O ministro também criticou a família Bolsonaro por fazer "movimentos contrários" ao PIX, reforçando o posicionamento do governo Lula em defesa do sistema.

O PIX virou alvo de pressão internacional porque os EUA acusam o Banco Central de atuar simultaneamente como regulador e operador do sistema, favorecendo-o em detrimento de empresas americanas de pagamento. Essa questão integra uma investigação comercial americana que cogita aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Outros ministros e o vice-presidente Geraldo Alckmin também saíram em defesa, ressaltando que o PIX é patrimônio nacional e uma tecnologia que inclui pessoas no sistema financeiro sem custos.

Os números justificam o orgulho: o PIX movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025, alta de 33,6% frente a 2024, e processou 79,8 bilhões de operações. A ferramenta já chegou a praticamente toda a população adulta brasileira, cinco anos após seu lançamento. O Banco Central segue inovando, com planos de lançar PIX internacional, PIX em garantia para autônomos, pagamento por aproximação sem conexão e padronização do PIX parcelado — iniciativas que devem chegar entre 2026 e 2027.

Para brasileiros nos EUA, o PIX segue sendo a forma mais rápida e barata de enviar remessas para o Brasil. A defesa do sistema pelo governo nacional reafirma que a ferramenta continuará funcionando como hoje, sem interferências que comprometam sua democracia financeira ou acessibilidade.

Fonte: G1 Política

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