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Governo Lula tenta aproveitá-se de tensão com Trump para votar PEC de segurança e lei de terras raras

O governo federal enxerga na classificação de facções criminosas como organizações terroristas feita por Donald Trump uma oportunidade política para destravar votações importantes no Senado, incluindo a PEC da Segurança Pública e projetos relacionados a minerais estratégicos.

Governo quer usar disputa com Trump para destravar PEC da Seguran�a e PL de terras raras

A administração Lula está usando a escalada de tensões diplomáticas com os Estados Unidos para tentar avançar sua agenda legislativa no Congresso. A decisão recente do presidente americano de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas criou um contexto que o governo acredita poder aproveitar para destravar pautas que enfrentam resistência há meses.

Entre as prioridades está a PEC da Segurança Pública, uma emenda constitucional que o Palácio do Planalto considera essencial para fortalecer o combate ao crime organizado, e também projetos de lei relacionados a terras raras — recursos estratégicos que ganham importância crescente nas negociações internacionais, inclusive com os Estados Unidos.

A estratégia reflete uma abordagem comum em Brasília: usar momentos de tensão externa para mobilizar o Senado em torno de temas ligados à segurança nacional e soberania econômica. A medida de Trump contra facções criminosas é vista pelo governo como um sinal de que questões de segurança transnacional estão no radar da agenda bilateral entre os dois países.

Resta saber se a manobra política surtirá efeito. Senadores historicamente divididos sobre segurança pública e minerais estratégicos precisarão avaliar se a conjuntura internacional justifica mudanças constitucionais e novas legislações — tema que costuma gerar debates acalorados entre governo e oposição.

Fonte: Folha Brasil

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