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Lula acusa família Bolsonaro de traição: "São piores que ele" em meio a nova taxação dos EUA

O presidente Lula criticou duramente a família Bolsonaro, afirmando que os filhos do ex-presidente são "traidores da pátria" responsáveis pelas novas tarifas de 25% que os Estados Unidos propõem cobrar sobre produtos brasileiros. O presidente disse que Flávio Bolsonaro pediu intervenção americana nas eleições brasileiras durante recente visita a Washington, e apontou a tentativa de ingerência como motivação da investigação comercial americana.

Lula diz que 'filhos são piores que Bolsonaro' ao associar taxação dos EUA à família do ex-presidente: 'Traidores da pátria'

Nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou a família Bolsonaro pela investigação comercial americana que propõe uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. O governo dos EUA acusa o Brasil de práticas que restringem o comércio, citando o PIX, desmatamento ilegal, pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Alguns produtos — como carne, frutas, café e medicamentos — ficariam de fora da nova taxação. A decisão final dos EUA sai até 15 de julho.

Lula foi explícito: afirmou que os filhos de Bolsonaro são "piores que ele" e que agiram como "vendilhões da pátria" ao pedirem que um país estrangeiro interferisse nas decisões brasileiras. O presidente citou nominalmente o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, que esteve em Washington e se reuniu com o presidente Trump e seus auxiliares na semana anterior. Segundo Lula, Flávio teria pedido a Trump que taxasse o Brasil para prejudicar as eleições presidenciais de 2026.

"No dia em que taxaram, um dos 'meninos do Bolsonaro' tuitou: 'Obrigado Trump, faça o Brasil livre de novo'", repetiu Lula, denunciando o que chamou de conspiração contra os interesses nacionais. O presidente afirmou estar lidando com "a pior espécie de ser humano que esse país já produziu" e criticou a "sordidez política" da família que governou entre 2018 e 2022.

O governo brasileiro respondeu à investigação americana com indignação, emitindo nota oficial que rejeita as acusações e aponta que a investigação foi iniciada por "provocação da família Bolsonaro". Contudo, Lula buscou aliviar a tensão anunciando que a China reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa, abrindo mercado para carne brasileira. O presidente disse confiar em encontrar alternativas comerciais se os EUA fecharem as portas: "Se você não quiser comprar de mim, eu vou vender para outro".

Fonte: G1 Política

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