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Lula reúne ministérios em meio a tensões com EUA: tarifas de até 37,5% na mira

O presidente Lula se encontra nesta quarta-feira (3) com seus ministros em seu primeiro encontro coletivo desde as trocas ministeriais de abril. A reunião acontece em momento crítico, com os EUA ameaçando impor tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros e classificando facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras.

Lula reúne ministros nesta quarta em meio a ofensivas dos EUA contra o Brasil

A segunda reunião ministerial do ano será um encontro decisivo para debater as duas ofensivas americanas contra o Brasil. Os EUA concluíram investigações acusando o governo brasileiro de práticas que prejudicam o comércio bilateral, citando entre os problemas o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Com base nisso, o escritório de comércio americano propõe tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções para itens estratégicos como carne, frutas, café e aeronaves.

Mas o cenário piora: uma segunda investigação conclui que o Brasil é um dos 60 países que falharam em proibir e fiscalizar produtos feitos com trabalho forçado. Como resposta, os EUA propõem adicionar mais 12,5% em tarifas. Na prática, isso significa uma sobretaxa total de 37,5% — próximo aos 40% impostos no ano passado. O governo brasileiro recebeu o relatório "com indignação" e denuncia ingerência nos assuntos internos, acusando a "família Bolsonaro" de estar por trás das acusações. Lula já cobrou uma reunião com Trump para esclarecimentos.

Além das tarifas, os Estados Unidos anunciaram que vão classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. Lula deixou claro que o Brasil pretende combater internamente o crime organizado e não aceitará intervenções internacionais. O ministro da Fazenda se reunirá com autoridades americanas nos próximos dias para avaliar as consequências dessa medida.

Durante a reunião de quarta, também devem ser debatidos temas que explodiram no debate político interno: o fim da escala 6x1, que já foi aprovado pela Câmara; a indicação do advogado-geral Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), que Lula pretende reenviar ao Senado; e outras prioridades da agenda petista. A tensão com Washington, porém, deve dominar a pauta.

Fonte: G1 Política

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