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Lula trabalha para reverter embargo da UE à carne brasileira, afirma Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin garantiu que o governo federal está empenhado em reverter a proibição da União Europeia à importação de carnes brasileiras, que entra em vigor em 3 de setembro. A decisão foi motivada por questões sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Enquanto isso, o governo anunciou novos pacotes de crédito para o setor agrícola e exportadores, totalizando bilhões em linhas de financiamento com juros mais competitivos.

A União Europeia publicou na sexta-feira (5 de junho) um veto que proíbe a importação de frango, porco e carne bovina do Brasil a partir de 3 de setembro. O motivo: o país não apresentou à Comissão Europeia as informações necessárias para comprovar que sua produção atende aos padrões europeus sobre o uso de antimicrobianos — substâncias utilizadas no tratamento e prevenção de infecções em animais. A decisão surpreendeu, já que na lista anterior de 2024, o Brasil estava autorizado a exportar essas carnes, além de tripas, peixe e mel. Enquanto isso, outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, continuam com permissão para exportar.
Durante sua participação na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, Alckmin deixou claro que a luta não terminou. "O trabalho será feito para retirar esse embargo tanto do frango, quanto do porco, quanto dos bovinos", declarou. A notícia positiva, segundo o vice-presidente, é que outros mercados avançaram nas negociações: a China reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação, e os Estados Unidos removeram tarifas sobre a carne brasileira — abrindo portas importantes enquanto o impasse europeu é resolvido.
Para amparar o setor agrícola diante dos desafios nas exportações, o governo lançou um pacote robusto de crédito. O programa Brasil Soberano 2 disponibiliza R$ 15 bilhões, com acesso facilitado — agora basta que a empresa tenha apenas 1% de seu faturamento impactado por exportações, caindo dos 5% anteriores. O Move Agrícola recebeu aumento de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com juros em torno de 9% ao ano para compra de tratores, implementos e colheitadeiras. Além disso, lançou-se um programa de renovação de frota com R$ 21,1 bilhões — R$ 19,1 bilhões para caminhões e R$ 2 bilhões para ônibus — com juros reduzidos de 20% para 12% no Finame. As medidas visam modernizar o campo, reduzir custos logísticos e aumentar a produtividade do setor.
Fonte: G1 Economia
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