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Mensagens revelam como Vorcaro priorizou pagamentos a filme de Bolsonaro após pressão de Flávio

Novas mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e atualmente preso por fraude financeira, colocou como prioridade os pagamentos a um filme sobre Jair Bolsonaro em janeiro de 2025, após pedidos do senador Flávio Bolsonaro. Os documentos revelam um cronograma de transferências milionárias e indicam que Vorcaro desviou recursos para acelerar a operação mesmo quando seus fluxos financeiros estavam comprometidos.

Vorcaro priorizou pagamentos a filme de Bolsonaro após pedido de Flávio, indicam novas mensagens

Conversas entre Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, reveladas pelo Intercept e confirmadas pela TV Globo, mostram em detalhes como o banqueiro reorganizou suas prioridades financeiras para atender aos pedidos do filho do ex-presidente. Quando Zettel informou que haveria 55,5 milhões em pagamentos pendentes relacionados ao filme, Vorcaro respondeu com disposição de "fazer tudo" e determinou que os valores fossem prioritários. Em uma conversa do dia 28 de janeiro, após semanas sem conseguir liberar os recursos, Vorcaro deixou claro que o filme era "o mais importante disparado" e "não pode falhar mais", pedindo ao cunhado que somasse o valor ao cronograma de desembolsos mesmo que isso significasse deixar de pagar outras obrigações.

As mensagens também revelam que Flávio Bolsonaro pressionou Thiago Miranda — intermediário entre o senador e o banqueiro — para que "acelerasse" o jurídico do investidor e destrancasse a operação. Flávio mencionava que o roteirista estava "amarrado" até janeiro e que precisava de uma resposta final sobre os prazos. Miranda repassou a mensagem a Vorcaro, que imediatamente aumentou o interesse em acompanhar pessoalmente o andamento da negociação.

De acordo com investigações da Polícia Federal, Vorcaro chegou a transferir aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o projeto cinematográfico sobre Bolsonaro. O banqueiro está preso em Brasília acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões. Seu cunhado Fabiano Zettel, que aparentemente operacionalizava parte dos pagamentos, foi preso em março de 2026 durante a Operação Compliance Zero. A Polícia Federal avalia abrir novo inquérito para investigar possível coação nos procedimentos envolvendo os recursos da Dark Horse, empresa ligada ao filme.

Fonte: G1 Política

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