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Mestres do Universo chega ao cinema com elenco cheio de conexões brasileiras
O novo filme de He-Man estreia nos cinemas com um elenco que celebra o Brasil: o ator britânico Nicholas Galitzine, que se considera "brasileiro honorário" por amor à Seleção, dividirá a tela com a atriz Camila Mendes e a carioca Morena Baccarin. Segundo o diretor Travis Knight e o elenco, a presença de duas atrizes brasileiras foi coincidência, não uma estratégia de marketing — mas faz todo o sentido, já que o desenho animado clássico conquistou gerações de brasileiros nos anos 1980 e 1990.

Nicholas Galitzine cresceu com uma bandeira verde e amarela no quarto e se confessa fã de carteirinha da Seleção Brasileira. O ator britânico de 31 anos, conhecido por comédias românticas como "Vermelho, branco e sangue azul", chega aos cinemas encarnando o príncipe exilado He-Man, e não faz segredo sobre seu amor pelo Brasil. "Sinto que também sou um brasileiro honorário a essa altura", brinca o intérprete, que divide a tela com duas atrizes com conexões fortes ao país: Camila Mendes, filha de brasileiros, e Morena Baccarin, nascida no Rio de Janeiro.
A estreia recebeu tratamento especial em São Paulo, com evento para fãs na avenida Paulista e premiere com tapete vermelho — um reconhecimento ao impacto que He-Man conquistou no Brasil. O desenho animado foi transmitido pela Rede Globo e atingiu uma popularidade que rivalizou com o sucesso da série nos Estados Unidos. Mas será que a presença de dois (ou até três, contando Galitzine) profissionais com vínculo brasileiro foi proposital? Não, garantem os envolvidos. "De verdade acho que foi só uma coincidência", afirma Camila Mendes. O diretor Travis Knight concorda: "Gostaria de dizer que foi intencional, mas não foi. A Teela precisávamos de alguém que fosse feroz, engraçada, empática e encantadora — e isso me levou a Camila."
Knight, escolhido para dirigir por ser admirador do desenho dos anos 1980, buscou equilibrar a nostalgia dos fãs antigos com uma nova perspectiva atraente para gerações mais jovens. Ele recusou a pressão de transformar He-Man em um épico sombrio tipo "O Senhor dos Anéis": "He-Man sempre foi algo maluco. A essência do excesso dos anos 1980. Um sonho febril. Esquisito. Descontrolado." Para o vilão Esqueleto, recorreu ao vencedor do Oscar Jared Leto, que traz toda a teatralidade e humor para um personagem que é, ao mesmo tempo, inseguro e aterrorizante. Apesar da ausência de Leto na divulgação do filme, Knight deixa claro que o ator esteve presente em todas as gravações e emprestou sua voz e presença à criatura de prostéticos impressionantes que protagoniza alguns dos momentos mais memoráveis da produção.
Fonte: G1 Pop & Arte
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