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Netanyahu e a política de guerra: por que o conflito entre Israel, Irã e Líbano afeta o Brasil e você

A tregua no Oriente Médio desabou quando Israel atacou Beirute, provocando retaliação do Irã. Trump conseguiu parar os disparos temporariamente, mas analistas alertam que a permanência de Netanyahu no poder — decidida em eleições em outubro — molda toda a estratégia de paz na região. Para o Brasil e a comunidade brasileira nos EUA, a escalada impacta preços de petróleo, dólar e remessas.

O fator Netanyahu na busca por um acordo de paz no Oriente Médio - O Assunto #1735

O cessar-fogo entre Israel e Irã desabou no fim de semana. Tudo começou com um ataque israelense contra redutos do Hezbollah no subúrbio de Beirute, no Líbano. O Irã respondeu lançando uma onda de mísseis contra o território israelense, que revidou atacando alvos iranianos. A situação ficou tensa, mas Donald Trump conseguiu convencer os dois lados a pararem — pelo menos por enquanto.

O analista Hussein Kalout, pesquisador de Relações Internacionais da USP e Harvard, explica que por trás dessa escalada está a figura de Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro israelense usou a guerra como peça central de sua estratégia política, com eleições marcadas para outubro que podem definir seu futuro no cargo. Para Kalout, Netanyahu tem pouco interesse em um acordo de paz que possa fragilizar sua posição política.

A comunidade brasileira nos EUA sente essas tensões no bolso. Com a escalada no Oriente Médio, o dólar disparou, atingindo R$ 5,19, enquanto o Ibovespa caiu na bolsa brasileira. Os preços de petróleo também subiram, afetando o custo de vida aqui na América. Quem envia dinheiro para o Brasil (remessas) ou trabalha em setores ligados à economia global sente o impacto imediato.

O cenário segue frágil. Enquanto Trump tenta manter os disparos parados, Netanyahu segue calculando cada movimento pensando em suas eleições. Qualquer novo incidente pode reigniciar a crise — e o mundo todo, incluindo a gente aqui nos EUA, não está isolado dessas consequências.

Fonte: G1 Mundo

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