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Os uniformes que marcaram época: descubra as camisas mais icônicas de todas as Copas do Mundo
Desde a elegante camisa azul da França em 1982 até o fenômeno global do uniforme nigeriano de 2018, alguns uniformes de futebol ultrapassam o campo e se tornam símbolos culturais permanentes. Um designer americano que trabalhou com seleções por todo o mundo explica como algumas camisas conquistam status de ícone, enquanto outras, apesar de polêmicas, marcam gerações de torcedores — da memorável peça sem mangas de Camarões até os clássicos amarelo-canário do Brasil tricampeão.

Você já parou pra pensar que as Copas do Mundo, que chegam de quatro em quatro anos, marcam fases inteiras da nossa vida? Da infância até a vida adulta, a gente carrega memórias daqueles uniformes que os ídolos usavam, aqueles modelos que parecem ter uma aura mágica quando a gente é criança.
O designer americano Matthew Wolff, que criou as camisas icônicas da Nigéria em 2018 e do time francês, explica que hoje em dia é muito mais difícil um uniforme alcançar o status de verdadeiramente icônico. "O mercado global ficou saturado", diz ele. "Há times demais e lançamentos demais, tanto de seleções quanto de clubes. Antes, na década de 1990 e início dos anos 2000, essas peças pareciam enormes, grandiosas — tinham aquela aura mágica." Mas uma camisa se torna icônica também por causa das histórias vividas dentro de campo: o gol que gera debate, o campeonato conquistado, o craque que a vestiu.
Entre as mais memoráveis está o uniforme azul da Argentina de 1986, aquele que Maradona vestiria na partida com a "Mão de Deus". A camisa, inclusive, foi encontrada em Tepito, no México, porque a fornecedora oficial não tinha alternativas melhores para o calor abafado. Tricampeãs também deixaram marca: o Brasil em 1970, com o amarelo-canário vibrante sob o sol do México, e a Alemanha Ocidental em 1990, com um design revolucionário que precursor de uma nova era nos uniformes de futebol.
Com a Copa do Mundo 2026 chegando pela primeira vez aos Estados Unidos, México e Canadá, gerações de torcedores brasileiros espalhados por todo o país vão relembrar essas memórias — aquelas camisas que ficam eternizadas nas fotos de infância, nos churrascos, e na conversa de torcedores que nunca esquecem onde estavam quando viram cada gol inesquecível.
Fonte: G1 Pop & Arte
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