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Rio de Janeiro espera recuperar R$ 1,4 bilhão desviado do fundo de pensão dos servidores
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que o estado está buscando recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão de investimentos feitos pelo RioPrevidência no Banco Master, que foi liquidado em 2025. O fundo de previdência dos servidores estaduais teria aplicado mais de R$ 3 bilhões na instituição financeira, que operava irregularidades.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, informou que o estado fluminense está empenhado em resgatar aproximadamente R$ 1,4 bilhão dos recursos que o RioPrevidência — fundo de pensão dos funcionários públicos estaduais — investiu no Banco Master. De acordo com as estimativas do governo estadual, o aporte total teria ultrapassado R$ 3 bilhões, uma quantia expressiva que evidencia a exposição do fundo aos problemas da instituição financeira, que foi liquidada no ano passado após ser alvo de investigações por irregularidades graves.
A situação se agravou porque os investimentos do RioPrevidência no Banco Master cresceram sete vezes em apenas um ano, sem aprovação do comitê responsável pela análise de investimentos da entidade. Investigações da Polícia Federal revelaram ainda que o fundo de pensão dos servidores do Rio era o único cotista de dois fundos de investimento ligados ao banco, uma estrutura que levantou suspeitas sobre manipulação e captação inadequada de recursos de planos de previdência pública estaduais e municipais.
O governo estadual já acionou a Justiça para buscar ressarcimento dos valores. Segundo Couto, decisões favoráveis ao estado já foram proferidas, e parte do dinheiro encontra-se bloqueada como garantia para futuras indenizações. A situação do Rio de Janeiro envolve não apenas essa questão, mas também negociações com o governo federal sobre a renegociação de uma dívida estadual que já alcança R$ 231 bilhões, abrindo espaço para que medidas compensatórias e créditos junto à Petrobras sejam utilizados como ferramentas de negociação entre estado e União.
Fonte: G1 Economia
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