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Tarifação e patriotismo: a contradição do brasileiro com visto americano

Artigo de opinião critica a postura de alguns brasileiros nos EUA que defendem políticas protecionistas para o Brasil enquanto desfrutam de benefícios da economia americana, revelando uma inconsistência entre discurso nacionalista e realidade da vida como imigrante.

A gente vê bastante isso aqui: brasileiro vivendo nos Estados Unidos, ganhando em dólar, usando os serviços do país mais rico do mundo, mas que adora postar na internet criticando as "intrusões" do mercado americano no Brasil. É o tal patriotismo de quem tem visto na carteira — fácil de professar quando a vida está confortável do outro lado do Atlântico.

O "Tariflávio" — aquele que defende tarifas protecionistas e nacionalismo econômico — muitas vezes é justamente quem aproveitou toda oportunidade que a abertura comercial deu ao Brasil. Trabalho, remessas para a família, educação dos filhos em instituições privadas, tudo isso só foi possível porque alguém pode ganhar bem aqui e enviar dinheiro para lá. Tem uma desconexão real entre o discurso patriota e a vida que a gente vive como imigrante.

Não se trata de negar a importância de políticas que protejam a indústria brasileira ou que questionem o imperialismo econômico — isso é totalmente legítimo. Mas tem diferença entre defender os interesses do Brasil e fazer isso de forma ideológica, ignorando que a gente mesmo, como comunidade imigrante, é fruto dessa globalização que critica. A maioria de nós só tem estabilidade aqui porque conseguiu se encaixar num sistema que funciona diferente do Brasil, e isso muda a perspectiva de quem está dentro dele.

Fonte: GNews: Visto Americano

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