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Tarifas dos EUA colocam bolsonarismo na berlinda: quem vai pagar essa conta?
A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra o Brasil acirra a disputa política entre Lula e a direita, que discutem quem é responsável pelo "tarifaço 2.0". A viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA e seu encontro com Trump deixaram o bolsonarismo politicamente ligado ao anúncio das sanções.

A polêmica em torno das tarifas americanas de 25% contra produtos brasileiros virou o grande tema da pré-campanha presidencial de 2026. Enquanto Lula e a oposição debatem, a pergunta que domina os bastidores da política é uma só: quem vai ficar com a conta dessa decisão de Donald Trump?
O cenário remonta à história que o Brasil já viveu. Em 2025, quando o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro esteve nos EUA articulando sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal, um primeiro tarifaço caiu em julho. Agora, a novela se repete com Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato presidencial. Ele esteve em Washington em busca de uma vitória política para seu campo — especialmente após conseguir que os EUA classificassem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Só que, junto com essa "bagagem positiva", veio o novo tarifaço.
O governo Lula não perde tempo em explorar politicamente a situação. A estratégia é simples e direta: colar a responsabilidade pelas tarifas na família Bolsonaro, reforçar o discurso de soberania nacional e convencer o eleitorado de que há culpados pelo prejuízo econômico que o Brasil pode enfrentar. O próprio Trump reforçou essa ligação ao republicar a foto do encontro com Flávio, trazendo novamente para o debate quem esteve envolvido nas articulações que antecederam o anúncio das sanções.
No fim, menos do que uma discussão técnica sobre tarifas, o que está em jogo agora é a autoria política e o desgaste que ela carrega. E neste momento, a fatura está bem clarinha na mesa do bolsonarismo — e eles tentam se desvincular, mas os fatos ficaram colados.
Fonte: G1 Política
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