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TSE adia julgamento sobre pesquisa que mostrou queda de intenção de voto para Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral adiou o julgamento sobre a decisão do ministro Kassio Nunes Marques que mandou tirar do ar uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que apontava queda de cinco pontos nas intenções de voto para o pré-candidato Flávio Bolsonaro. A ministra Estela Aranha pediu vista do processo para análise mais cuidadosa, e a suspensão da pesquisa segue valendo enquanto isso.

Pedido de vista adia análise do TSE de decisão que suspendeu pesquisa que mostrou queda de intenção de votos de Flávio Bolsonaro

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, tinha votado para manter a suspensão da pesquisa realizada em maio, argumentando que o questionário estava estruturado para induzir respostas negativas sobre o senador. Segundo o ministro, oito das 49 perguntas envolviam diretamente o Banco Master e foram apresentadas em sequência, junto com um áudio vazado, o que criaria narrativa acusatória em vez de simplesmente medir a opinião pública.

A pesquisa, que entrevistou mais de 5 mil brasileiros entre 13 e 18 de maio, foi divulgada após vazamento de áudio em que Flávio Bolsonaro pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcara para um filme sobre Jair Bolsonaro. O Instituto AtlasIntel não havia apresentado ao TSE o vídeo utilizado nos questionários, fato que também motivou a suspensão.

Durante o julgamento, ministros destacaram a importância da liberdade dos institutos de pesquisas, mas também ressaltaram que existem leis e regulações que precisam ser respeitadas. O ministro Dias Toffoli afirmou que pesquisas devem medir a opinião pública e não formá-la. Nunes Marques sinalizou que pretende abrir diálogo com institutos de pesquisas para definir critérios claros sobre como devem ser estruturados os questionários e o uso de materiais audiovisuais.

A defesa do PL argumentou que houve falhas metodológicas e uso de técnicas de indução, enquanto o advogado da AtlasIntel sustentou que o instituto não apresentou elementos que provem violação da legislação eleitoral. A empresa afirmou, em nota, que respeita a decisão do ministro e confia no TSE para validar a robustez técnica da pesquisa.

Fonte: G1 Política

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