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TSE mantém Cláudio Castro inelegível; STF decide agora sobre eleição no Rio de Janeiro
O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou por unanimidade todos os recursos da defesa de Cláudio Castro e mantém o ex-governador do Rio inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Agora cabe ao Supremo Tribunal Federal decidir se o próximo governador fluminense será escolhido por eleição direta (voto popular) ou indireta (Assembleia Legislativa).

A corte eleitoral confirmou nesta terça-feira (2) que Castro cometeu práticas irregulares ao usar a Fundação Ceperj para pagar funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo sem divulgar os nomes, além de desviar a finalidade da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) para ganhar vantagem na disputa eleitoral. Com isso, sua inelegibilidade vai até 2030.
Os advogados de Castro tentaram argumentar que havia problemas processuais e falta de provas de envolvimento direto dele nas irregularidades. O Ministério Público Eleitoral, por sua vez, pediu que o tribunal reconhecesse também a cassação do diploma — mas isso não conseguiu maioria entre os ministros do TSE.
Dois ministros da corte eleitoral abriram divergência, defendendo que a cassação do diploma era consequência automática do abuso de poder reconhecido. Eles apontaram que a renúncia de Castro à véspera do julgamento teve objetivo claro de influenciar a decisão da Corte, funcionando como uma manobra jurídica para se blindar.
Com o desfecho no TSE, agora o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento sobre o modelo de sucessão em terras fluminenses. A corte suprema precisa definir se haverá voto popular direto ou escolha pela Assembleia Legislativa do Rio. Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça estadual, segue como governador interino até essa decisão final.
Fonte: G1 Política
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