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TSE vai julgar pesquisa contestada e estabelecer regras para institutos — evitando que levantamentos virem arena política

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, vê na decisão sobre uma pesquisa da AtlasIntel a oportunidade de a Corte estabelecer normas claras para os institutos de pesquisa nas eleições de outubro. O julgamento desta terça marca o posicionamento do TSE em casos delicados e sinalizará como a Justiça Eleitoral vai atuar sob a nova administração.

Kassio Nunes Marques vê chance do TSE balizar pesquisas e evitar que levantamentos sejam usados como ringue na disputa eleitoral

O TSE vai decidir hoje se mantém a suspensão de uma pesquisa do instituto AtlasIntel que mostrou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento de maio apontou redução de cinco pontos após vazamento de áudio do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro. O Partido Liberal reclamou que o questionário foi estruturado para induzir respostas negativas — de 49 perguntas, 8 envolviam o Banco Master em sequência, criando uma narrativa acusatória em vez de apenas medir percepção.

Nunes Marques entende que essa não é uma questão de liberdade de expressão, mas de cumprimento de regras específicas que regem pesquisas eleitorais. Segundo o presidente do TSE, a Justiça Eleitoral tem o direito de regular os institutos de pesquisa para evitar influência indevida nos eleitores e desequilíbrio do pleito. Internamente, o ministro comunicou que pretende usar este julgamento como oportunidade de balizar a atuação desses institutos — deixando claro que pesquisas não podem virar "ringue" na disputa política.

A AtlasIntel foi obrigada a remover o conteúdo de seus canais e suspender divulgação até nova análise. Em nota, a empresa disse que respeita a decisão e que fornecerá informações sobre a metodologia, confiando na análise técnica do TSE. O julgamento é visto como sinal de como a nova gestão da Corte vai se posicionar em casos eleitorais delicados — há expectativa de que Nunes Marques tenha perfil mais discreto e menos intervencionista que seus antecessores.

Fonte: G1 Política

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