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EUA propõem tarifa de 25% contra Brasil por "práticas desleais" em PIX, etanol e corrupção
Os Estados Unidos concluíram investigação comercial acusando o Brasil de adotar práticas que restringem o comércio americano, incluindo o favorecimento do PIX, desmatamento ilegal, pirataria e falhas no combate à corrupção. Como resultado, o governo americano propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para itens estratégicos como carnes, café, aeronaves e terras raras. A medida ainda não está em vigor e depende de consultas públicas até julho de 2026.

A investigação, aberta em julho de 2025 sob a Lei de Comércio de 1974 (Seção 301), representa uma nova estratégia do governo Trump após a Suprema Corte americano anular suas tarifas anteriores. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, argumenta que o Brasil mantém "práticas comerciais desleais que restringem o acesso de exportadores americanos há décadas". As críticas americanas cobrem desde questões digitais até ambientais: os EUA reclamam que o Banco Central favorece o PIX em detrimento de provedores americanos, que tribunais brasileiros emitem ordens secretas removendo conteúdo político de redes sociais americanas, que o Brasil interrompeu acordos tarifários equilibrados para etanol em 2017, e que falhas na aplicação de leis anticorrupção — incluindo a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023 — prejudicam empresas dos EUA.
Apesar da proposta de 25% de tarifa, o governo americano incluiu uma lista de exceções estratégicas. Carnes, frutas, café, cereais, especiarias, medicamentos, aeronaves, terras raras e fertilizantes estarão isentos da taxação. Isso significa que produtos brasileiros importantes para a economia não sofrerão o impacto total. Negociações entre os governos Lula e Trump ocorreram ao longo de 2026, mas representantes confirmaram que não houve avanços suficientes para encerrar as discussões.
O cronograma americano estabelece que até 22 de junho de 2026 interessados devem solicitar participação em audiência pública, com comentários escritos até 1º de julho. A audiência ocorrerá em 6 de julho, e a decisão final sobre a aplicação das medidas corretivas será tomada até 15 de julho de 2026. Para Lula, a decisão frustra planos de novas conversas com Trump para evitar retaliações econômicas e impactos relacionados à classificação de grupos criminosos brasileiros como terroristas.
Fonte: G1 Política
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