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Brasil enfrenta nova tarifa americana por trabalho forçado; governo prepara defesa diplomática

O governo brasileiro já esperava que os Estados Unidos propusessem uma sobretaxa adicional sobre produtos brasileiros relacionados ao trabalho forçado. Se concretizada, essa nova tarifa se somaria aos 25% já anunciados, chegando a 37,5%, próximo dos 40% impostos no ano anterior. O Itamaraty planeja dialogar com os EUA até o prazo final da investigação americana, destacando os esforços brasileiros contra a escravidão moderna.

Flávio Bolsonaro apela ao secretário de Estado americano contra novas tarifas comerciais

O senador Flávio Bolsonaro enviou carta a Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, pedindo que Washington não imponha novas tarifas comerciais ao Brasil. A iniciativa expõe preocupação com o desgaste político que sanções econômicas americanas poderiam causar em sua pré-campanha presidencial, em contexto de crise fiscal brasileira com dívida pública superior a 80% do PIB.

Governo Lula reclama de investigação comercial dos EUA que ameaça o PIX

O Brasil manifestou indignação com a conclusão preliminar da investigação da Seção 301 dos EUA, que apura supostas práticas comerciais desleais brasileiras. O governo criticou a inclusão do PIX nas recomendações e apontou que os EUA acumulam superávit de US$ 424,5 bilhões nos últimos 15 anos, refutando acusações de desequilíbrio comercial. Há negociações em andamento até 15 de julho para evitar tarifas, mas o Brasil se reserva o direito de ativar a Lei de Reciprocidade se necessário.

Lula critica Marco Rubio e diz que chanceler de Trump prejudica relações com Brasil

O presidente Lula afirmou que Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, é "anti-América Latina" e não gosta do Brasil. A crítica veio após os EUA proporem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e Rubio excluir o Brasil de uma "coalizão de aliados" na região. Lula também associa influência da família Bolsonaro nas decisões comerciais e de segurança do governo Trump.

EUA propõem tarifa de 25% contra Brasil por "práticas desleais" em PIX, etanol e corrupção

Os Estados Unidos concluíram investigação comercial acusando o Brasil de adotar práticas que restringem o comércio americano, incluindo o favorecimento do PIX, desmatamento ilegal, pirataria e falhas no combate à corrupção. Como resultado, o governo americano propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para itens estratégicos como carnes, café, aeronaves e terras raras. A medida ainda não está em vigor e depende de consultas públicas até julho de 2026.