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Lula critica Marco Rubio e diz que chanceler de Trump prejudica relações com Brasil
O presidente Lula afirmou que Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, é "anti-América Latina" e não gosta do Brasil. A crítica veio após os EUA proporem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e Rubio excluir o Brasil de uma "coalizão de aliados" na região. Lula também associa influência da família Bolsonaro nas decisões comerciais e de segurança do governo Trump.

Durante discurso em Catalão (Goiás), Lula criticou duramente Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump. O presidente disse que alertou o próprio Trump sobre as posições de Rubio contra a América Latina e que o chanceler não participou de uma reunião entre Lula e Trump em maio. "O tal do Marco Rubio é anti-América Latina. Já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil", afirmou o presidente.
As tensões diplomáticas cresceram depois que os EUA concluíram uma investigação comercial contra o Brasil, acusando práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano. O relatório lista entre os problemas o PIX, o desmatamento ilegal, pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Como resultado, a USTR (Escritório de Comércio dos EUA) propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Lula culpou encontros de filhos de Bolsonaro com o governo Trump por essas novas sanções.
Enquanto isso, em uma sabatina no Congresso americano, Rubio defendeu a formação de uma "coalizão de aliados" na América Latina — mas curiosamente deixou o Brasil de fora da lista. "Tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, temos uma região cheia de aliados dos EUA", disse Rubio, numa declaração que reforçou o abismo diplomático.
Rubio, filho de imigrantes cubanos, tem histórico de influência sobre política latino-americana alinhado a grupos conservadores. Ele mantém relações estreitas com a família Bolsonaro desde 2018. Na semana passada, recebeu os filhos do ex-presidente nos EUA. O senador Flávio Bolsonaro se encontrou com Rubio e depois o chanceler anunciou a classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas — uma demanda que Flávio havia discutido durante o encontro.
Fonte: G1 Política
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