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Mais de 31 mil candidatos fazem prova do ENAM para se tornar juiz no Brasil
A 5ª edição do Exame Nacional da Magistratura (ENAM) reúne mais de 31 mil bacharéis em Direito em todas as capitais brasileiras. A prova é obrigatória para quem quer concorrer a cargos de juiz em tribunais estaduais, federais, trabalhistas e militares, e marca um avanço na democratização do acesso à magistratura.

Neste domingo (7 de junho), mais de 31 mil bacharéis em Direito participam da 5ª edição do Enam, aplicado nas capitais de todos os estados. O exame, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), funciona como uma etapa de habilitação obrigatória: apenas quem for aprovado consegue se inscrever nos concursos para magistrado. São Paulo concentra o maior número de inscritos (5.787), seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.
A prova acontece das 13h às 18h, horário de Brasília, com fechamento dos portões às 12h30. A organização não aceita atrasos e exige documento oficial com foto e caneta esferográfica. O exame tem 80 questões objetivas que cobrem Direito Constitucional, Administrativo, Civil, Penal, Empresarial, Processual Civil, Direitos Humanos e Formação Humanística. Quem não faz a ampla concorrência precisa de pelo menos 70% de acertos; participantes de ações afirmativas têm exigência mínima de 50%. O certificado vale dois anos e pode ser prorrogado uma vez.
Segundo a Enfam (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados), o Enam busca mudar o perfil dos concursos para juiz, privilegiando raciocínio e resolução de problemas em vez de decoreba. Nesta edição, mulheres são 55,14% dos inscritos, e há participação significativa de pessoas negras (5.187), com deficiência (1.709), indígenas e quilombolas. O ministro Benedito Gonçalves destacou que o exame amplia o acesso à magistratura para "outra camada da sociedade", tornando o processo mais democrático e menos elitista do que era antes.
Após quatro edições anteriores, a Enfam contabiliza cerca de 17 mil candidatos habilitados em todo o país, que agora formam um banco de pessoas qualificadas para os concursos de magistratura nos diferentes ramos do Judiciário. O processo segue padrões rigorosos de segurança e sigilo, e não houve registro de ocorrências graves nas edições anteriores.
Fonte: G1 Economia
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