Fica Ligado
STF vai ganhar código de ética mais claro para magistrados até antes do fim do ano
A ministra Cármen Lúcia afirmou que está redigindo um código de ética para o Judiciário que será entregue ao ministro Edson Fachin "muito antes" do fim de 2026. A medida busca melhorar a transparência e a compreensão pública sobre a conduta dos magistrados brasileiros, respondendo a uma demanda por maior clareza institucional.

Cármen Lúcia explicou, em entrevista recente, que trabalha na elaboração de um conjunto de propostas organizadas em forma de artigos. O material servirá de base para análise de Fachin, que coordenará a discussão para buscar consenso dentro da Corte. Segundo a ministra, essa iniciativa é uma resposta necessária para tornar as regras éticas dos juízes mais acessíveis e compreendidas pela população.
A ministra ressaltou que o trabalho havia sido temporariamente interrompido por causa de suas responsabilidades na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde preparou as eleições de 2026. Agora que deixou o comando do TSE, há cerca de três semanas, Cármen Lúcia diz estar focada em acelerar a entrega do documento. Ela defende que, embora a Lei Orgânica da Magistratura já estabeleça os deveres dos juízes, esse conteúdo ainda não é amplamente conhecido pela sociedade.
Para Cármen Lúcia, o novo código não representa excesso de regulação, mas sim um avanço na comunicação institucional. A ministra avalia que sua contribuição é oferecer uma base estruturada para a discussão, reunindo referências e evidências que sustentem a proposta. Ela acredita que é possível chegar a um consenso sobre o tema entre os ministros do STF, considerando perspectivas diferentes que já ouve de colegas na Corte.
Durante a entrevista, Cármen Lúcia também comentou sobre decisões judiciais polêmicas. Ela reforçou que fatores como o gênero não podem ser usados como justificativa para isenção de responsabilidade penal, defendendo que igualdade entre homens e mulheres significa aplicação igualitária da lei, sem privilégios para nenhum lado. A ministra alertou para a importância de comunicar bem as decisões judiciais para evitar mal-entendidos na sociedade.
Fonte: G1 Política
Seja o primeiro a comentar.
Entre com seu e-mail para comentar




Comentários