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STJ nega liberdade para Deolane Bezerra, influenciadora presa por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC

O Superior Tribunal de Justiça negou nesta terça-feira (9) um pedido de liberdade de Deolane Bezerra, a influenciadora digital e advogada que está presa desde maio acusada de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e envolvimento com o Primeiro Comando da Capital. Os cinco ministros da Quinta Turma entenderam que não era o momento para o STJ intervir, recomendando que o Tribunal de Justiça de São Paulo analisasse com urgência os demais recursos da defesa.

Deolane Bezerra: STJ nega pedido de liberdade de influenciadora suspeita de ligação com o PCC

Deolane Bezerra continua na cadeia. A Quinta Turma do STJ rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da influenciadora, que argumentavam que não havia motivos legais para manter a prisão preventiva. Segundo a defesa, faltavam "risco concreto à ordem pública" e havia outras medidas alternativas, como prisão domiciliar, já que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e a única responsável pelos cuidados dela.

O ministro Ribeiro Dantas, relator do caso, foi firme: mesmo sendo mãe de menor de idade, isso não garante automaticamente a liberdade. Ele destacou que a decisão que autorizou a prisão está bem fundamentada e que existem "elementos objetivos" que justificam manter Deolane sob custódia. A Procuradoria-Geral da República também defendeu a prisão, argumentando que organizações criminosas frequentemente usam mães de família para passar credibilidade. Os investigadores identificaram que a influenciadora movimentou aproximadamente R$ 27,6 milhões entre 2018 e 2022 por suas contas pessoais e empresas — valores que a polícia acredita ter origem ilícita. A defesa nega tudo e afirma que todos os ganhos são declarados e justificados.

Deolane enfrenta um histórico complicado com a Justiça. Ela já foi alvo de operações em 2022 (busca e apreensão em sua mansão em Alphaville, quando dois carros de luxo foram levados), passou por uma investigação em 2024 por ter posado com o cordão de um chefe do tráfico do Rio, foi presa em Recife durante a Operação Integration em setembro de 2024 e recentemente entrou na mira da Polícia Federal na Operação Narco Fluxo, acusada de usar sua conta bancária como "conta de passagem" para ocultar dinheiro de organizações criminosas. O advogado da influenciadora, Aury Lopes Jr., chamou a prisão de "midiática e excessiva", lamentando que ela tenha sido presa "com fuzil" enquanto viajava com a filha e mencionando que a menina fez aniversário na semana da prisão. Os ministros do STJ recomendaram que São Paulo dê celeridade à análise dos demais recursos da defesa.

Fonte: G1 Política

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